Sem nenhuma razão ou pesquisa prévia, achei que quando chegasse em Praga encontraria uma cena muito mais indie que em Viena. Palpite errado. Enquanto Viena, cidade do prodígio Mozart está mais para a arte moderna e ainda tem um cenário forte de bandas independentes que organizam até festivais, Praga é concerto para todo lado. cada esquina da parte antiga da cidade tem uma igreja ou teatro com concertos dos mais diversos tipos. Os mais comuns são os de violão clássico.
Diferente de Viena, Praga tem alma. A parte antiga ainda guarda um charme de idade média com prédios que mantêm as características originais e ruas estreitas de pedra, como deveria ser alguns séculos atrás.
Minhas tentativas para encontrar uma cena rock n roll ou alguma atividade musical de artistas locais foi totalmente frustrada. Pela primeira vez, todas as dicas do www.spottedbylocals.com foram furadas. So esbarrei em locais abarrotados de turistas escandalosos. Praga é clubber. Todos os gêneros eletrônicos podem ser encontrados em festas de segunda a domingo. Com algumas raridades como o show do Radiohead que está previsto para domingo 23/Ago e o Asia Dub Foundation que vai tocar no dia 28 em um club bem pequeno e vagabundo que visitei no sábado.
Ao menos a cozinha Tcheca deu para curtir. O porco é o rei do pedaço. Os pratos mais tradicionais do País fatiam o suino sem perdão. Logo em seguida o pato e o coelho também fazem presença com destaque para o pato vistoso, inteiro no prato dos mais glutões pelos restaurantes onde passei. A cerveja local é de qualidade e existem diversos bares que produzem a sua própria cerveja com toques de crueldade como banana, espinafre e cereja complementando o sabor da iguaria. É claro que fiquei só na de café. Esta conversa de cereja na cerveja não é para mim.
Foi a primeira cidade neste roteiro que realmente fiz papel de turista. Visitei o castelo, a Charles Bridge e, como todas as outras centenas de pessoas ao meu lado, me decepcionei com famoso relógio zodíaco na praça central da cidade antiga.
Se tiver que dar uma dica é em relação a rua central em frente ao Museu Nacional. Não passe por la! Você vai se sentir como um turista no calçadão de copacabana, em frente a Help, naquela feirinha de artesanato. É cafetão, prostituta e batedor de carteira para todo lado, além de um povo feio que dá dó. Portanto, de uma olhada no mapa e pegue uma paralela para evitar passar na rua central.
Algumas fotos da cidade que existem no Flickr:
No momento que escrevo este texto, estou dentro do trem para Berlim. Lá promete!
Abraço e Keep Gigging!
YouGig Na Pista 2009
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