Em uma noite de clima ameno de outono o Oasis botou os fãs para gastar canela atrás de ingressos.
Quem deixou para comprar os ingressos na hora de chegar ao show gastou gartante e dinheiro. Os ingressos que foram esgotando em alta velocidade durante a semana chegaram ao fim ainda na tarde do dia do show. Nem as chamadas suites do Citibank Hall sobraram. Para minha sorte, minha amiga @FabiolaRCS me passou o ingresso dela. Obrigado Bibles!
Depois de pegar o clássico trânsito da auto estrada Lagoa Barra, uma hora e meia depois chego em um Citibank Hall repleto de comportados fãs, muitos ainda a procura de ingressos. Foi a primeira vez que escutei a frase "Ingresso sobrando, eu compro" sem ser dita por cambistas. Todos estavam mesmo a proura de desistências porque na bilheteria só chegava quem havia comprado pela internet.
Não tinha uma ideia formada quanto ao público atraído pelo Oasis. Me deparei com diversas faixas de idade que variavam dos 15 aos 50, sendo estes últimos não apenas pais mas fãs também. Todos muito bem apessoados com suas roupinhas de grife estilo casual.
Após acompanhar dois amigos em busca do ingresso sagrado, entrei com o show do Cachorro Grande já terminado e com o Oasis no palco já mandando "Rock 'n' Roll Star" que emendou em "Lyla", "The Shock Of The Lightning" e "Cigarettes & Alcohol".
O lugar estava completamente lotado, com pessoas assistindo depois da porta de acesso à arena. Quem conhece o local sabe do que estou falando.
O show seguiu uma cadência previsível. Os momentos mais fortes e altos com Liam a frente, intercalados com sequências mais melóicas e baladas com Noel. Se previsóvel era o show, também previsível era a atitude dos "irmãos polêmica". Liam sempre com aquela pose de dono do mundo, encarando tudo e todos enquanto Noel, quieto no seu canto, teve como momento mais descontraído uma piada usando o Cristo Redentor e o tecladista que os acompanhava.
Apesar do show previsível, ninguém pode negar que o som do Oasis é de arrebatar. Talvez, se não fosse tamanha arrogância, eles até poderia ter ainda mais fãs. O som produzido ao vivo foi de altíssima qualidade e era possível escutar muito bem, mesmo no último anel da arena onde eu fiquei.
O palco a primeira vista parecia simplistsa e sem graça. Isso até as luzes começarem a acender na direção da platéia, deixando a banda apenas na silhueta. Formava um ótimo efeito para quem assistia da platéia. Além de provavelmente facilitar o contato da banda com o público já que eles conseguiam enxergar toda a frente da platéia.
Para fechar a primeira parte do set agradando os fãs mais antigos, uma sequência de "Wonderwall" e . "Supersonic".
Na volta para o bis, "Don’t Look Back In Anger, "Falling Down", "Champagne Supernova" e "I Am The Walrus".
O show fechou em grande estilo e altíssima qualidade. Por mais que voc6e não curta muito o Oasis, assim como eu, se não estava lá, perdeu uma boa apresentação de mais uma mega banda que passa pelo meu Rio de Janeiro.
Conira o set list:
