Quem decidiu ir para casa para pegar praia cedo e votar no dia 26/Out no Rio de Janeiro perdeu um dos melhores shows que esta cidade já teve. Sem exageros, considerando o critério de show mais contagiante, o Gogol Bordello foi a melhor atração dos últimos TIM Festivals que fui.
Terminadas as apresentações do Neon Neon e Klaxos que já foram ótimas, o grupo entrou uns 40 minutos depois e daí para frente o espaço TIM Lab não parou. O show é energia do início ao fim. É uma anarquia total de ritmos, instrumentos, atitudes... Sensacioal. Algumas pessoas na minha frente estavam dançando coreografias de quadrilha de festas juninas. Diversidade e liberdade musical total.
Já o restante da minha experiência no TIM Festival correu mais ou menos assim:
Dia 24/Out - Sexta-feira
Comparada a do ano passado, a produção do evento ficou a desejar. O espaço do TIM Village estava lento, sem vida. Não tínhamos mais as atrações multimídia projetadas nos containers que foram substituídos por painéis parcialmente iluminados. A "ameba-auto-falante" que em 2007 estava viva e iluminada dentro da Baía, em 2008 estava cansada discreta no centro do espaço.
A falta de energia do espaço não evitou que um verdadeiro mar de pessoas se encaminhasse para assistir Kanye West. Tudo bem que tiveram que esperar 1h10min para o início do show. Mas conforme relatou o @PedroCardoso, a espera valeu. Tenho que acreditar nele porque afinal eu estava no outro palco para assistir The National e MGMT.
Diferente do que eu esperava, a reação do público ao The National foi muito boa. Nítidamente a grande maioria não conhecia as músicas mas a banda foi contagiando todos música a música. Apresentação impecável. Apesar de algumas falhas técnicas como ruídos de cabo e aparentemente uma mesa pifada, o grupo não se abalou e mandou muito bem.
Foto: flickr.com - Usuário: SeLuSaVa
Já o tão esperado MGMT, com ao menos 2 músicas muito bem divulgadas nas ondas de rádio cariocas não empolgou tanto. Os caras não passam a mesma energia que conseguem passar no disco. Que valeu o ingresso, valeu, mas eu esperava mais.
Foto: flickr.com - Usuário: Natalie Gunji
Com os atrasos, só consegui pegar o finalzinho do show do Instituno no TIM Village. Aparentemente o público carioca não curte muito o estilo big band ou não curte mesmo o TIM Maia (homenageado pela banda). Vi os caras em São Paulo no Planeta Terra 2007 e eles arrebentaram. Mas aqui a reação do público foi a mais indiferente possível. Considerando que a grande maioria das pessoas que estavam ali tinha como principal interesse o Kanye West, não me adimira que não curtissem o estilo.
Foto: flickr.com - Usuário:
Dia 25/Out - Sábado
Cheguei com o show do Neon Neon já iniciado. O clima estava ótimo, muita gente dançando, o bar bem dimensionado e fácil de pegar uma cerveja. Tudo em ordem. O show do Neon Neon é despretensioso, o som muitas vezes lembra as bases eletrônicas dos anos 80 mas agradou bastante a quem estava no local. O final do show teve direito a uma base eletrônica forte com uma marcação de samba enredo que ficou de altíssima qualidade e bem evidenciada. Destaque do Neon Neon vai para o Har Mar Superstar. Uma figuraça performática.
Foto: flickr.com - Usuário: DanWeill
Quando começa o show do Klaxons, parece que estamos numa rave. Uma base eletrônica altíssima, ensurdecedora já coloca os ânimos para o alto. O show é super bem executado, fiel ao que está gravado no CD porém com muito mais energia. Os arranjos de voz são muito bem ensaiados. Mais uma vez, destaque para o Har Mar Superstar que eles "tomaram" emprestado do Neon Neon. Mas para não ficar na mesmice ele participou do show do Klaxons de cuecas.
Para fechar, o Gogol Bordello como já comentei no início do post, praticamente apagou da memória tanto Klaxons quanto Neon Neon. Mas tenho certeza que ninguém se esquecerá do célebre de cueca Har Mar Superstar.
Abraço e 'Keep Gigging'
Local: Marina da Glória - Aterro do Flamengo S/N - Rio de Janeiro
Data: 24 e 25/Outubro/2008
Gigs: 



