sábado, 13 de junho de 2009

La Roux e mais 40 adicionados ao Reading Festival

La Roux
Enquanto agosto não chega, vou por aqui pesquisando o que vou encontrar no palco no final de semana do Reading Festival 2009.

Dentre os últimos nomes confirmados, La Roux, que estou muito afim de ver e mais quarenta, dos quais Marmaduke Duke, Black Lips, The Big Pink, The Chapman Family vão formar os palcos dos "twin festivals" Leeds and Reading Festival este ano.

Abraço e 'Keep Gigging'

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Prestes@um!: Renegado - Santo Errado

Renegado
Cenário paulista, rapper mineiro, base ragga e sotaque quase carioca fazem "Santo Errado" do rapper mineiro Renegado, uma boa surpresa no meio hip hop dominado pelo modelo paulista de fazer o estilo. O som tem uma base ragga muito evidente, ao estilo Esaw Mwamwaya,  combinada com letras cheias de gírias típicas das comunidades do meu Rio de Janeiro, mas o clipe foi gravado na extinta usina Monte Alegre em Piracicaba (SP).

Prestens@um! em "Santo Errado"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Discussões sobre show supostamente neonazista agita Macaé

Endstufe
Vai acontecer, ou não, no dia 06 de Junho deste ano. O primeiro comunicado indignado que recebi foi da editora chefe do Portal Rock Press, Claudia Reitberger, para quem eventualmente escrevo alguns reviews de shows e livros. O tom era de indignação total e pedidos de boicote ao festival, bandas, locais de venda de ingressos e tudo mais que fosse possível. Algumas semanas se passaram, denúncias foram feitas às autoridades de Macaé mas até agora só o que temos é uma grande discussão sem qualquer conclusão.

De um lado, os indignados com a realização do evento continuam protestando e movimentando todo veículo de comunicação que tenham acesso para evitar a realização do evento. As argumentações, obviamente, giram em torno de racismo e violência. Supostamente o headline do festival, a banda alemã Endstufe teria histórico de envolvimento em eventos racistas violentos.

Do outro lado, o organizador do evento que, também indignado, solta sua fúria contra o grupo rival na peleja. Em entrevista ao Jornal o Globo, Tony diz que ..."Skincore é um nome fantasia para a minha festa de aniversário, onde convidei amigos e bandas.". Seriam em torno de 12 bandas, todas relacionadas ao movimento.

Um pouco menos polido no blog que montou para o evento, Tony solta o verbo. O post do último 07 de Maio começa com "... Em razão do grande número de indivíduos invejosos, ignorantes, que não tem nenhum conhecimento sobre nossa cultura..." e continua com diversos esclarecimentos no intuito de mostrar que não há nenhuma conotação racista ou violenta no evento que está promovendo.

É fato que Tony tem sua parcela de razão. As origens do movimento skinhead vieram da música negra jamaicana, principalmente na forma do reagge, soul e ska. Quando exportado para a Inglaterra, foi abraçado pela classe operária que era multirracial e totalmente contra qualquer tipo de racismo.

Mas também ninguém pode esquecer que os skinheads nunca se privaram de uma boa briga. Ao se misturarem com os punks eles eram sempre os pivôs das pancadarias em shows e, como dizem as nossas avós, "diga-me com quem andas, que te direi quem és".

Mais tarde, nos meados dos anos 60, novamente foram os skinheads que se revoltaram contra os imigrantes paquistaneses e reagiram com diversos atos de violência contra os supostos, ladrões de empregos. Neste mesmo período, os skinheads, que já haviam adotado o punk como estilo musical, se associavam a organizações facistas como a National Front.

Portanto, como em qualquer discussão bilateral, não existe resposta certa até que todos os fatos sejam apurados. Ninguém encontrou nenhuma evidência concreta de envolvimento do Endstufe com ações facistas além da amizade com bandas neonazistas. Ao mesmo tempo, ninguém consegue provar que o Endstufe é da linha original e multirracial do movimento skinhead.

E como ninguém vai apurar quase 50 anos de história para saber, a melhor coisa que deve ser feita é deixar o festival rolar em nome da cultura musical e se preparar, convidados e autoridades de macaé, para o que der e vier.

Abraço e 'Keep Gigging'

 

Prestens@um!: Operahouse - Change In Nature

Operahouse
Tidos como um dos prováveis sucessores do Radiohead no futuro, Alexander Kaines (guitarra e vocais), Johnny Lloyd (guitarra e vocais), Jimmy Cratchley (baixo), Dan White (teclados) e Ben Niblett (bateria) são produzidos por Richard McNamara (Embrace) e formam o Operahouse. O som, sim, lembra um pouco o Radiohead, um pouco o Keane, um pouco o Kings of Leon. E como diz um amigo meu, "som que parece com alguma coisa, não presta". Entretanto, o Operahouse me fisgou um dia desses que estava escutando a radio Zielsteen de Amsterdã.

Prestens@um! em Change In Nature

Prestens@um!: The Operators - B-Line

The Operators
Quatro rapazes ingleses se juntam para fazer música. Mas estes foram em 2007, não são de Liverpool mas da Ilha de Wight e o som é uma mistura de brit rock indie com dance. As apresentações ao vivo recebem ótimas críticas e são características por botar todo mundo para dançar.

Prestens@um! em B-Line dos The Operators

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Prestens@um!: Lucky Soul

Lucky Soul
Cinco músicos e uma lead singer que complementa beleza com uma voz que mistura fragilidade com potência, criando um imaginário cheio de possibilidades. Adicione a isso letrinhas suaves e melodias com um toque de pegada brit rock e Sune Rose Wagner do Raveonettes como fã. Este é o Lucky Soul da vocalista Ali Howard, criado em 2004.

Prestens@um! na faixa "Lips Are Unhappy"

Prestens@um!: Lady Sovereign

Lady Sovereign
Inglesa, branca e com 23 anos de idade e com carinha de menina. Seria o esteriotipo adequado para mais alguma cantora pop no estilo Duffy ou Lilly Allen. Mas, vestida com homem, Lady Sovereign é rapper. Apesar de sofrer as críticas que não devem ter sido surpresa para ela, a menina vai ganhando terreno dentro e fora da Ilha da Rainha.

Prestens@um! na faixa "So Human" que tem uma revisão da melodia de Close to Me do The Cure:

Prestens@um!: Peter Bjorn and John

Peter Bjorn and JohnSuecos da capital, formados em 1999 e somente conhecidos a partir de 2006 pelo single "Young Folks", que além de figurar o segundo lugar na lista das melhores faixas da NME em 2006, foi tema do game FIFA 08. Talvez influenciados por Crosby, Stills and Nash tiraram o nome da banda dos próprios nomes dos atuais componentes.

Para mais sobre o trio, acesse: http://www.peterbjornandjohn.com

Prestens@um! nas faixas "Young Folks" e "Nothing to Worry About"

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Show: Oasis esgotou até os cambistas no Rio de Janeiro

Em uma noite de clima ameno de outono o Oasis botou os fãs para gastar canela atrás de ingressos.

Oasis

Quem deixou para comprar os ingressos na hora de chegar ao show gastou gartante e dinheiro. Os ingressos que foram esgotando em alta velocidade durante a semana chegaram ao fim ainda na tarde do dia do show. Nem as chamadas suites do Citibank Hall sobraram. Para minha sorte, minha amiga @FabiolaRCS me passou o ingresso dela. Obrigado Bibles!

Depois de pegar o clássico trânsito da auto estrada Lagoa Barra, uma hora e meia depois chego em um Citibank Hall repleto de comportados fãs, muitos ainda a procura de ingressos. Foi a primeira vez que escutei a frase "Ingresso sobrando, eu compro" sem ser dita por cambistas. Todos estavam mesmo a proura de desistências porque na bilheteria só chegava quem havia comprado pela internet.

Não tinha uma ideia formada quanto ao público atraído pelo Oasis. Me deparei com diversas faixas de idade que variavam dos 15 aos 50, sendo estes últimos não apenas pais mas fãs também. Todos muito bem apessoados com suas roupinhas de grife estilo casual.

Após acompanhar dois amigos em busca do ingresso sagrado, entrei com o show do Cachorro Grande já terminado e com o Oasis no palco já mandando "Rock 'n' Roll Star" que emendou em "Lyla", "The Shock Of The Lightning" e "Cigarettes & Alcohol".

O lugar estava completamente lotado, com pessoas assistindo depois da porta de acesso à arena. Quem conhece o local sabe do que estou falando.

O show seguiu uma cadência previsível. Os momentos mais fortes e altos com Liam a frente, intercalados com sequências mais melóicas e baladas com Noel. Se previsóvel era o show, também previsível era a atitude dos "irmãos polêmica". Liam sempre com aquela pose de dono do mundo, encarando tudo e todos enquanto Noel, quieto no seu canto, teve como momento mais descontraído uma piada usando o Cristo Redentor e o tecladista que os acompanhava.

Apesar do show previsível, ninguém pode negar que o som do Oasis é de arrebatar. Talvez, se não fosse tamanha arrogância, eles até poderia ter ainda mais fãs. O som produzido ao vivo foi de altíssima qualidade e era possível escutar muito bem, mesmo no último anel da arena onde eu fiquei.

O palco a primeira vista parecia simplistsa e sem graça. Isso até as luzes começarem a acender na direção da platéia, deixando a banda apenas na silhueta. Formava um ótimo efeito para quem assistia da platéia. Além de provavelmente facilitar o contato da banda com o público já que eles conseguiam enxergar toda a frente da platéia.

Para fechar a primeira parte do set agradando os fãs mais antigos, uma sequência de "Wonderwall" e . "Supersonic".

Na volta para o bis, "Don’t Look Back In Anger, "Falling Down", "Champagne Supernova" e "I Am The Walrus".

O show fechou em grande estilo e altíssima qualidade. Por mais que voc6e não curta muito o Oasis, assim como eu, se não estava lá, perdeu uma boa apresentação de mais uma mega banda que passa pelo meu Rio de Janeiro.

Conira o set list:

Oasis Setlist Citibank Hall, Rio de Janeiro, Brazil 2009
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Abraço e 'Keep Gigging'


Local: Citibank Hall, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Data: 07/Maio/2009
Gigs: StarStarStar

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Qual a diferença entre uma Festa PLOC e um bar brega de música ao vivo?

Me fiz esta pergunta algumas semanas atrás quando perdi uma aposta e como prenda, tive que acompanhar uma amiga em uma destas festas no Circo Voador. Como sei que a minha opinião sobre o assunto não é unânime, decidi abrir este espaço para coletar opiniões.

Bozo
Foto: gumbojumbofishfry
Licenciado nos termos do CreativeCommons.org

Festa PLOC no RJ, Trash 80's em SP, PLOC 80's ou seja lá como é chamada pelo Brasil, o tal evento remonta um período onde os que já passaram dos 30 anos vão lembrar das roupas ridículas e cabelos igualmente horrendos que ostentavam franjas e mullets generosos.

No meu Rio de Janeiro, o principal hospedeiro desta epidemia foi o Espaço Marun no bairro do Catete. Ainda me lembro da primeira vez que fui convidado para tal evento por volta de 2001. Quando alcancei a pista de dança, se me lembro bem, tocava Chuveiro, do Bozo, o palhaço esquisito e bicudão. E a sequência não parou por aí. Vieram a Xuxa, Paquitas, Balão Mágico, Trem da Alegria, Polegar, Menudo e outros mais que não vale a pena lembrar.

Mas voltando ao ponto. Estava no Circo Voador vendo aquelas bandas subindo ao palco, resucitando defuntos como Luciano do Trem da Alegria, Paquitas, Silvinho Blau Blau e ele, o Bozo, o palhaço esquisito e bicudão. Quem fazia a cama para os zumbis eram as bandas Perdidos na Selva e PLOC 80's, tocando velharias da década mais brega que a história já conheceu.

Primeiro pensei: "Que desperdício! Podem ser talentos gastos com covers empoeirados". Mas logo em seguida vi que não era nada disso e que as bandas não eram lá grandes coisas.

E foi neste momento em que me senti em um bar brega com música ao vivo onde Cavalgada e Espanhola sempre fazem parte do repertório.

Deixo aqui a pergunta para quem quiser clarear meu entendimento e quem sabe talvez mudar a minha opinião sobre Festas PLOC. É que caso alguém não tenha percebido, eu não gosto de Festa PLOC.

Abraço e 'Keep Gigging'

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